Ubisoft teria cancelado um Assassin’s Creed ambientado na América pós-Guerra Civil, diz insider

Jogo promissor de Assassins Creed pode ter sido cancelado.

RUMORES

Lucas Gonçalves

10/10/20253 min ler

Parece que a Ubisoft desistiu de explorar um dos períodos mais interessantes da história dos Estados Unidos. Segundo o insider Stephen Totilo, a empresa teria cancelado um jogo da franquia Assassin’s Creed que se passaria logo após a Guerra Civil americana — e o motivo, ao que tudo indica, seria político.

De acordo com Totilo, o projeto estava em desenvolvimento inicial e prometia trazer uma nova abordagem para a série, mostrando como a Irmandade dos Assassinos e a Ordem dos Templários se infiltravam em meio à reconstrução do país, logo após o conflito entre o Norte e o Sul.

No entanto, fontes internas sugerem que a Ubisoft temia a repercussão de abordar temas delicados ligados à escravidão, racismo e tensões políticas daquele período, o que acabou levando ao engavetamento do jogo.

Um cenário histórico que tinha tudo para dar certo

A ideia chamou a atenção dos fãs por trazer algo inédito para a franquia. Diferente de Assassin’s Creed III, que se passa durante a Revolução Americana, este projeto se ambientaria no fim do século XIX, quando os EUA passavam por grandes transformações — da expansão ferroviária ao surgimento das grandes indústrias.

Além disso, o contexto da reconstrução americana abriria espaço para temas sociais mais complexos, mostrando um país dividido tentando se reerguer. Em termos de jogabilidade e narrativa, seria o terreno perfeito para histórias mais maduras, cheias de espionagem, intrigas políticas e dilemas morais.

Por que o jogo foi cancelado

Totilo aponta que a Ubisoft optou por evitar polêmicas envolvendo a representação da escravidão e dos conflitos raciais pós-Guerra Civil. A empresa teria considerado o cenário “politicamente sensível”, especialmente em tempos em que qualquer erro de abordagem pode gerar grande repercussão nas redes.

Reação dos fãs

A notícia caiu como uma bomba entre os fãs da série. Muitos acharam que a Ubisoft perdeu uma grande oportunidade de inovar e trazer discussões mais profundas para a franquia. Afinal, Assassin’s Creed sempre flertou com eventos e temas históricos reais — e abordar o pós-Guerra Civil seria uma forma de expandir ainda mais esse universo.

Outros entendem a decisão da empresa, apontando que um erro de tom em um jogo ambientado nesse contexto poderia gerar grande controvérsia e afetar a imagem da marca, que já tem enfrentado críticas e polêmicas nos últimos anos.

Outro fator que pode ter pesado na decisão foi a repercussão divisiva em torno do personagem Yasuke, o samurai africano jogável em Assassin’s Creed Shadows.
Desde o anúncio do jogo, parte da comunidade elogiou a representatividade, enquanto outra criticou a escolha histórica, alegando que a Ubisoft estaria “forçando diversidade” em detrimento da precisão histórica.
Esse tipo de reação pode ter deixado o estúdio ainda mais cauteloso com temas raciais e políticos, preferindo adiar ou cancelar projetos que pudessem reacender debates semelhantes.

Fontes próximas ao estúdio mencionam que o projeto não chegou a ser totalmente descartado, mas foi “colocado em pausa indefinida” enquanto a Ubisoft priorizava títulos mais seguros comercialmente, como Assassin’s Creed Red (no Japão feudal) e Assassin’s Creed Hexe (de temática sombria na Europa).

E agora?

Mesmo sem confirmação oficial, o rumor levanta uma reflexão: será que a Ubisoft está jogando seguro demais? Um Assassin’s Creed ambientado na América pós-Guerra Civil teria tudo para se destacar — tanto pela ambientação inédita quanto pela chance de explorar temas históricos importantes de forma madura.

Mas, por enquanto, esse projeto parece ter ficado no passado. E como todo fã da série sabe, a Ubisoft adora engavetar ideias que poderiam ter sido incríveis. Quem sabe um dia ela não resolve revisitar essa parte da história?