Phil Spencer diz que PS5 e Switch 2 são o foco do Xbox — entenda o que isso significa para o futuro dos games

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Lucas Gonçalves

10/27/20254 min ler

Nos últimos anos, o Xbox vem passando por uma verdadeira transformação. Se antes a guerra dos consoles era marcada por quem tinha mais exclusivos ou o hardware mais potente, hoje o papo é outro. E quem deixou isso bem claro foi Phil Spencer, o chefão da divisão Xbox da Microsoft. Em uma recente entrevista, Spencer afirmou que o PS5 e o Switch 2 são o foco do Xbox. Calma, isso não quer dizer que o Xbox vai abandonar o próprio console — mas sim que a empresa quer estar presente onde os jogadores estão, independentemente da plataforma.

O que Phil Spencer quis dizer com “PS5 e Switch 2 são o foco do Xbox”?

Durante uma conversa com veículos como VGC e TechRadar, Phil Spencer explicou que a meta da Microsoft agora é ampliar a presença da Xbox, levando seus jogos para o maior número possível de plataformas.

Ele chegou a dizer que não quer mais convencer os jogadores de PS5 a migrarem para o Xbox, e que considera os jogadores de PlayStation e Nintendo parte da comunidade Xbox.

“Não estou mais tentando mover todos os jogadores de PS5 para o Xbox. Quero alcançar os jogadores onde eles estão”, afirmou Spencer.
“Já apoiamos o Switch 1 e quero apoiar o Switch 2. Sou um grande fã do que a Nintendo representa para a indústria”, completou.

Na prática, isso mostra que a Microsoft não enxerga mais a concorrência como inimiga, mas como parte de um ecossistema maior. Ou seja, o objetivo agora é ter jogos da Xbox em mais consoles, incluindo o PS5 e o futuro Switch 2.

O fim da era dos exclusivos?

Quando Sarah Bond, presidente da Xbox, disse recentemente que “exclusivos são coisa do passado”, muita gente ficou em dúvida sobre o que isso significava. Agora, com Spencer reforçando essa visão, a mensagem ficou clara: o foco não é mais travar os jogos dentro de uma única plataforma, e sim fazer com que o máximo de pessoas possível possa jogar — seja no Xbox, no PC, no PS5 ou até no Switch.

Isso já começou a acontecer com títulos menores da marca chegando a outros consoles, e tudo indica que essa estratégia deve crescer ainda mais nos próximos anos. Para o público gamer, isso pode significar menos barreiras e mais acessibilidade — afinal, quem nunca quis jogar um exclusivo de outra plataforma sem precisar comprar um novo console?

Xbox quer estar em todos os lugares

Phil Spencer sempre deixou claro que a visão de futuro da Microsoft é voltada para serviços e acessibilidade. O Game Pass é o melhor exemplo disso: uma assinatura que permite jogar dezenas de títulos em PC, console ou até na nuvem, sem se preocupar com onde o jogo roda.

Agora, essa filosofia se estende também aos outros consoles. Segundo Spencer, a Microsoft não vê mais “linhas vermelhas” que impeçam um jogo da Xbox de chegar ao PS5 ou Switch 2.

Isso significa que, sim, pode ser que vejamos franquias icônicas como Halo, Gears of War ou Starfield marcando presença fora do ecossistema Xbox em algum momento — mesmo que parcialmente.

Claro, isso não quer dizer que o Xbox vai parar de fabricar consoles. O hardware ainda é importante, e a Microsoft continua trabalhando em novos modelos e no seu “próximo grande console”. Mas o ponto central é outro: o Xbox deixou de ser apenas um aparelho, e passou a ser uma marca que engloba jogos, serviços e comunidades.

O impacto para o mercado e para os jogadores

Essa nova visão muda completamente o cenário da indústria dos games. A “guerra dos consoles”, que já foi o combustível das discussões por décadas, está dando lugar a uma guerra de ecossistemas. Agora, o que importa é quem tem os jogos mais acessíveis, os melhores serviços e o maior alcance.

Para o jogador, isso é excelente. Imagine poder jogar Gears of War ou Forza Horizon entre outros jogos diretamente no PS5, ou ver o Switch 2 recebendo versões otimizadas de franquias da Xbox. Essa abertura também pode facilitar o crossplay e a integração entre plataformas — algo que os fãs pedem há anos.

Para a Microsoft, o benefício é ainda maior: mais jogadores, mais assinaturas, mais lucro. Afinal, com o Game Pass e as vendas digitais, o foco é o acesso — e não necessariamente o console.

O que isso significa para o futuro do Xbox

A fala de Phil Spencer deixa claro que o futuro do Xbox é multiplataforma, conectado e centrado no jogador. O console físico ainda vai existir, mas talvez perca parte de seu protagonismo. O verdadeiro “console” da Microsoft pode ser o Game Pass — uma plataforma que funciona em qualquer lugar.

E com o Switch 2 e o PS5 dominando o mercado de hardware, a estratégia da Microsoft parece bem calculada: em vez de competir por território, ela quer estar em todos os territórios ao mesmo tempo.

O Xbox quer ser maior que o Xbox

No fim das contas, a mensagem de Phil Spencer é simples: o Xbox quer ser mais do que um console — quer ser um ecossistema global de jogos. O PS5 e o Switch 2 são o foco não porque a Microsoft vai deixá-los vencer, mas porque ela quer jogar junto.

Se a era das guerras de console está realmente acabando, talvez estejamos entrando em uma nova fase da indústria — uma em que o que importa não é onde você joga, mas o que você joga.