Criador de Dead Space teme pelo futuro de Call of Duty com a Microsoft

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Lucas Gonçalves

10/19/20253 min ler

O veterano Glen Schofield, criador de Dead Space e ex-diretor de títulos como Call of Duty: Modern Warfare 3 e Advanced Warfare, deu uma declaração que deixou muita gente em alerta. Durante uma entrevista recente, ele revelou estar “imensamente preocupado” com o futuro da franquia Call of Duty agora que a Microsoft está no controle da Activision Blizzard.

Sim, parece que até quem ajudou a moldar o sucesso da saga está com um pé atrás sobre o que vem por aí.

“Me preocupa imensamente”, diz Glen Schofield

Durante sua participação no evento Gamescom Asia, Schofield foi bem direto:

“Eu me preocupo imensamente com o futuro de Call of Duty. Veja o que está acontecendo com Gears of War, onde está Halo… você entende o que quero dizer?”

O criador explicou que, quando uma empresa do tamanho da Microsoft assume uma franquia tão gigante, há sempre o risco de que ela perca parte da sua identidade criativa. Ele também comentou que, desde que deixou a Sledgehammer Games, “nenhum dos jogos recentes de Call of Duty foi realmente bom”, embora continuem vendendo bem.

Ou seja, as palavras vieram com uma mistura de sinceridade, crítica e um toque de nostalgia de quem viu a franquia nascer e crescer por dentro.

O medo de virar “mais do mesmo”

A principal preocupação de Schofield é algo que muitos fãs já comentam há tempos: o medo de Call of Duty se tornar previsível e engessado.


Com a Microsoft no comando, há uma dúvida no ar sobre quanto espaço haverá para inovação — especialmente considerando que o estúdio tem várias franquias gigantes sob seu guarda-chuva, como Halo e Gears of War.

Segundo Schofield, esses exemplos mostram como séries de sucesso podem acabar “sumindo aos poucos” com o tempo. E ele teme que o mesmo aconteça com Call of Duty se as decisões começarem a priorizar números em vez de criatividade.

Call of Duty ainda é uma potência… mas por quanto tempo?

Mesmo com as críticas, é inegável que Call of Duty ainda é uma das franquias mais lucrativas e populares do mundo.


O recente COD BLACK OPS 6 e o modo Warzone continuam movimentando milhões de jogadores, e a Microsoft certamente não vai abandonar uma mina de ouro dessas.

Por outro lado, há sinais de desgaste. Parte da comunidade sente que as campanhas têm perdido impacto, enquanto o multiplayer, apesar de divertido, vem apostando nas mesmas fórmulas ano após ano.

Talvez seja esse o ponto central da preocupação de Schofield: ele teme que, sob uma gestão mais corporativa, Call of Duty continue vendendo bem, mas perca sua alma criativa — algo que ele viu acontecer em outras séries de peso.

A nova era sob a Microsoft

Desde que a Microsoft finalizou a compra da Activision Blizzard, o grande mistério é como ela vai gerenciar suas franquias.

Será que o foco será em jogos no Game Pass, com lançamentos integrados e um modelo mais “serviço”? Ou veremos uma tentativa de resgatar o brilho antigo de cada saga, dando mais tempo e liberdade criativa aos estúdios?

Schofield parece acreditar que o primeiro cenário é o mais provável — e é isso que o preocupa.

Ele ainda ressaltou que “as grandes empresas tendem a assimilar suas aquisições”, e que Call of Duty pode acabar se tornando mais uma engrenagem dentro de uma máquina corporativa gigante.

Os fãs compartilham do mesmo medo

Nas redes sociais, a reação foi imediata. Muitos jogadores concordaram com Schofield, apontando que Call of Duty realmente precisa de uma pausa para se reinventar.


Outros lembraram que a Microsoft, apesar de ter bons estúdios, não vem conseguindo manter o mesmo impacto com suas franquias clássicas, como Halo e Gears of War.

Há também quem veja o copo meio cheio — apostando que a compra pela Microsoft pode dar novos recursos e liberdade criativa para os desenvolvedores trabalharem melhor.

Mas a verdade é que, por enquanto, tudo está no campo da especulação.

Preocupação ou alerta necessário?

O comentário de Glen Schofield é um daqueles que fazem o mercado parar e pensar.
Não é todo dia que alguém que trabalhou dentro da franquia vem a público dizer que está preocupado com o futuro de Call of Duty.

Se ele está certo ou não, só o tempo vai dizer. Mas uma coisa é certa: com a Microsoft no comando, a saga está entrando em uma nova fase — e os fãs estarão atentos a cada passo.

Afinal, ninguém quer ver um dos maiores nomes dos shooters perder sua essência em meio a decisões corporativas.