Cancelamento chocante: Ubisoft teria trocado Splinter Cell por XDefiant, afirma ex-desenvolvedor
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Lucas Gonçalves
11/16/20252 min ler


Nick Herman, co-fundador do estúdio AdHoc Studios (e ex-desenvolvedor da Ubisoft), saiu recentemente com uma declaração bem bombástica: segundo ele, a Ubisoft teria abandonado um novo Splinter Cell para redirecionar os recursos para o desenvolvimento do shooter XDefiant.
A Visão de Herman: Um Sonho de Stealth + Narrativa
Herman conta que, lá por 2017, ele e parte da equipe (incluindo antigos da Telltale) entraram na Ubisoft para trabalhar em um jogo de Splinter Cell, com a ideia de revitalizar a franquia.
A proposta era ambiciosa: eles queriam fazer algo narrativo, mas incorporando elementos de games-as-a-service (GAAS), algo que a Ubisoft na época valorizava bastante.
Segundo Herman, foram feitos vários protótipos legais para testar como isso funcionaria: “tentamos fazer um jogo narrativo GAAS”, ele disse.
Mas, com o tempo, a Ubisoft teria “perdido o interesse” nesse Splinter Cell no formato original que Herman e sua equipe idealizaram.
A partir daí, de acordo com Herman, esse projeto foi “convertido” (ou “morphado”) para se tornar o XDefiant, um FPS competitivo mais focado em multiplayer.
Para Herman, foi decepcionante: “achávamos que poderíamos fazer algo realmente grande … e então você percebe que nem todas as coisas com as quais você se importa são mais prioridade.”
A Resposta de Mark Rubin (Diretor de XDefiant)
Claro que nem todo mundo concorda com a versão de Herman. Mark Rubin, que dirigiu o XDefiant, rebateu fortemente essas acusações:
Rubin nega que o XDefiant tenha surgido como um “Splinter Cell cancelado”. Ele afirma que, quando chegou à Ubisoft, existia um projeto ambicioso, mas que não era Splinter Cell.
Segundo ele, esse projeto anterior “lutava para encontrar a diversão” — e por isso ele próprio cancelou.
Depois de cancelar, Rubin permitiu que a equipe apresentasse novas ideias, e a deles acabou sendo: um shooter de arena — que virou o XDefiant.
Ele diz: “não saímos do Splinter Cell para fazer XDefiant. Talvez eles estivessem pensando em Splinter Cell antes de eu chegar, mas enquanto eu estava lá, nunca foi algo real.”


Por Que Essa Declaração do Herman É Relevante
Reflete uma tensão clássica entre criatividade e negócios
A história do Herman é um bom exemplo de como empresas grandes (como a Ubisoft) às vezes priorizam modelos de negócio “games como serviço” em vez de experiências narrativas mais tradicionais — mesmo em IPs amadas pelos fãs.Aponta para frustrações internas
Se for verdade, o que ele descreve é frustrante: um projeto promissor de stealth / história ter sido “reprogramado” para se encaixar em uma visão mais “monetizável” pode indicar divergência entre desenvolvedores e executivos.Tem impacto na comunidade Splinter Cell
Muitos fãs clamam há anos por um novo Splinter Cell. Saber que existia esse projeto dá uma fagulha de esperança, mas a “morfagem” para um FPS pode parecer uma traição para quem queria algo fiel à identidade clássica.É um alerta para futuros projetos
Esse caso pode servir como lição: quando estúdios vendem a ideia de “reviver franquias” para fãs, é importante ficar de olho nos rumos reais que o projeto toma — se vai virar algo “live service” ou algo mais tradicional.
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